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DULCELENA...sonhos, utopias e realidade.

SEJAM BEM-VINDOS AO MEU BLOG! Nele pretendo guardar exemplos de todas as atividades que encontro na NET e de exemplos que deram certo ao longo desses anos como educadora. No meu BLOG pretende ser um ponto de partilha. Naveguem a vontade...

sábado, 18 de junho de 2011

GREVE - MOVIMENTO HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO. TEXTOS SOBRE A GREVE HISTÓRICA DOS PROFESSORES DE SANTA CATARINA











Veja como Votaram os deputados






OS TEXTOS ABAIXO FORAM COPIADOS DE VÁRIOS LUGARES, PRINCIPALMENTE DO BLOG DO JORNALISTA MOACIR PEREIRA

Não devemos ter medo dos confrontos.
Até os planetas se chocam,
e do caos nascem as estrelas..”
Charles Chaplin.”



A música dos acampados
3 de julho de 2011

Os professores que estão há dias acampados na Praça Tancredo Neves,em condições absolutamente precárias, rodam com frequência duas músicas. Uma, a marca da greve durante o governo Pedro Ivo Campos, de Mercedes Sosa. Outra, que se transformou em hino contra o regime militar e pela redemocratização,de Geraldo Vandré.




Eu só peço a Deus - Beth Carvalho

Eu só peço a Deus
Que a dor não me seja indiferente
Que a morte não me encontre um dia
Solitário sem ter feito o q'eu queria

Eu só peço a Deus
Que a dor não me seja indiferente
Que a morte não me encontre um dia
Solitário sem ter feito o que eu queria

Eu só peço a Deus
Que a injustiça não me seja indiferente
Pois não posso dar a outra face
Se já fui machucada brutalmente

Eu só peço a Deus
Que a guerra não me seja indiferente
É um monstro grande e pisa forte
Toda fome e inocência dessa gente

Eu só peço a Deus
Que a mentira não me seja indiferente
Se um só traidor tem mais poder que um povo
Que este povo não esqueça facilmente


Eu só peço a Deus
Que o futuro não me seja indiferente
Sem ter que fugir desenganando
Pra viver uma cultura diferente

Com reza e torcida por um entendimento entre o governo e o comando de greve, certamente o sentimento da maioria da população, “Pra não dizer que não falei de flores”, acompanhada deste magnífico pensamento de Fernando Pessoa:


Geraldo Pedroso de Araújo Dias Vandregísilo, o Geraldo Vandré,nasceuJoão Pessoa, 12 de setembro de 1935) é um cantor e compositor brasileiro. Seu sobrenome é uma abreviatura do sobrenome do seu pai, José Vandregísilo. Ele compôs, também, “Disparada”, que tanto sucesso fez na voz de Jair Rodrigues, vencedora de fato do Festival de Canção da Record em 1966. Vandré, magnânimo, solicitou que “A Banda” de Chico Buarque dividisse o primeiro lugar com “Disparada”. Em 1968 ao defender “Para não dizer que não falei de flores” criou um dos hinos da resistência ao regime militar que ficou conhecido pela primeira palavra: “Caminhando”. Após, o exílio, compôs “Fabiana”, em homenagem às Forças Aéreas Brasileiras. Geraldo Vandré abandonou a vida pública e, vive afastado do mundo artístico. Simone foi a primeira artista a cantar Pra não dizer que não falei de flores após do fim da censura. Ainda em 1968, com o AI-5, Vandré foi obrigado a exilar-se. Depois de passar dias escondido na fazenda da viúva de Guimarães Rosa, falecido no ano anterior, o compositor partiu para o Chile e, de lá, para a França. Voltou ao Brasil em 1973. A canção “Para não dizer que não falei de flores” foi usada em 2006 pelo Governo Federal como trilha musical para publicidade de suas Políticas de Educação como o ProUni e o ENEM, sendo executada em um ritmo diferente. Dessa forma, a música que foi considerada uma ameaça ao governo ditatorial passou a ser usada para publicidade do governo no período democrático.



Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Abençoados
23 de junho de 2011


Elaine Cristina de Souza diz:
5 de julho de 2011 às 7:35 pm
Pois é pessoal… Recuo estratégico é a palavra correta para definir o momento.
Diante dos discursos o que percebo é que o movimento está desgastado. O sr. Colombo uma raposa ardilosa ao desviar o foco do Piso para o corte da regência e ganhou muito tempo com isso.
Pois bem, não estou feliz em voltar para a escola com este acordo, porém acredito que é melhor retomarmos nossas atividades esclarecer bem os alunos dos motivos que aceitamos e ficar muito alerta sobre o os resultados do grupo de estudo.
Não devemos ser inocentes e acreditar que a LEI vai ser cumprida, pois o governador já deu provas de que não haverá nesse momento o pagamento integral.
VALE A CERTEZA QUE ESTAMOS RECUANDO E NÃO ENTREGANDO OS PONTOS.



“Boa noite Moacir,
Esta noite eu e muitos professores deste Estado sentimo-nos valorizados após tantos dias de desgaste psiquico e emocional.
Estávamos participando de uma missa carismática na igreja de Santa Terezinha do Menino Jesus, aos pés do Morro do Mocotó, onde fomos lembrados pelo pároco – Pe. Valmir.
Gostaria de agradecê-lo pelos momentos em que nos sacudiu e nos mostrou que não podemos desanimar diante dos problemas.
Pe. Valmir conduziu a missa, abençoando todos os educadores e mostrando a importância destes para a sociedade.
Apresentou-nos JESUS, como o primeiro e o maior professor de todos os tempos, quando ensinava o povo de sua época.
Ao final da celebração, todos os professores foram chamados ao centro da igreja para receber uma bênção e para nossa surpresa, o povo em massa nos aplaudiu, mostrando respeito e consideração pelo trabalho de cada professor ali presente!
Deixo registrado aqui os meus sinceros agradecimentos a toda a comunidade, que continua nos apoiando e reconhece a nossa luta.
Foi um momento maravilhoso que guardarei na memória!!!!!!”

ENQUANTO ISSO AQUI EM ILHOTA...


ABAIXO ASSINADO - 1 MILHÃO DE ASSINATURAS PELA EDUCAÇÃO -
No domingo 19/06 em Ilhota houve a festa Rua dos Amigos (ESTRAATFEEST). Os PROFESSORES GREVISTAS da E.E.B. Marcos Konder pediu um espaço para colocar duas mesas e cadeiras para colher assinaturas e esclarecer a comunidade e as famílias ilhotenses sobre O por que da GREVE DOS PROFESSORES? Tivemos nosso pedido negado pelo Secretário Paulo Wilmar Batista. Não desanimamos e colocamos as mesas e cadeiras longe da festa, em frente a casa de uma professora. As pessoas que lá passavam eram chamadas para assinar o abaixo assinado e esclarecimentos. O Prefeito Municipal não quis assinar. Outras pessoas menos esclarecidas confundiam a greve estadual com a municipal. Nada a ver. Os professores do município nem estão em greve. Pura ignorância? Teve até filha de professora que não quis assinar porque sua mãe não estava em greve. Casal amigo do Prefeito e donos de loja também não quiseram assinar. Por que sua filha é funcionária da prefeitura? Respeitamos as opiniões. Mas ...
Cabe lembrar que a greve é um movimento justo e constitucionalmente assegurado a todos os trabalhadores públicos e privados, nos termos do art. 9º e do art. 37, VII da Constituição Federal.

Inclusive, no caso dos trabalhadores do setor público, o direito de greve já foi garantido pelo Supremo Tribunal Federal (Mandado de Injunção n. 708).

ABAIXO ASSINADO - 1 MILHÃO DE ASSINATURAS PELA EDUCAÇÃO

Eu apoio a greve dos Trabalhadores em Educação pela defesa do(a):

* Piso nacional do magistério na carreira;
* Escola pública, gratuita e de qualidade;
* Aplicação dos recursos da Educação exclusivamente na Educação.

NOME RG ou CPF MUNICÍPIO ASSINATURA


Sibeli Dassoler diz:
5 de julho de 2011 às 1:01 pm

“Vamos celebrar nosso governo e nosso estado que não é nação…
Celebrar a juventude sem escolas…
Celebrar nossa desunião…
Vamos celebrar a aberração de toda a nossa falta de bom senso, nosso descaso por educação…
Vamos celebrar o horror de tudo isto com festa, velório e caixão…”

(Sábio – Renato Russo)


Perfeição - Legião Urbana
Composição: Renato Russo

Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...

Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...

Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...

Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...

Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...

Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...

Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...

Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...

Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...

Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...

Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...

Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...

Regiane de Jesus Vieira diz:
5 de julho de 2011 às 1:03 pm

Com todo o respeito senhora Marta VANELLI. EU ESTAVA PRESENTE NA REGIONAL DE ITAJAÍ QUANDO FOI APRESENTADA A 2ª PROPOSTA DO GOVERNO . A SENHORA ESTAVA LÁ JUNTO COM O VIEIRA,(TAMBÉM DO SINTE) E O DISCURSO DE VOCÊS JÁ NAQUELE DIA ERA PARA SUSPENDER A GREVE, SAÍMOS DA REGIONAL EU E MEUS COLEGAS DE LUTA COMENTANDO SOBRE A ATITUDE DE VOCÊS. QUANDO CHEGOU NA ASSEMBLEIA ESTADUAL, COM CERCA DE 15 MIL PROFESSORES VOCÊS MUDARAM OS SEUS DISCURSOS. O “VIEIRA” PEGOU O MICROFONE E FALOU TOTALMENTE DIFERENTE DO DISCURSO QUE FOI DEIXADO NA REGIONAL DE ITAJAÍ. E ONTEM ACONTECEU A MESMA COISA NA REGIONAL DE ITAJAÍ, O ” VIEIRA ” FALOU A FAVOR DA SUSPENSÃO DA GREVE E VOTOU A FAVOR DA MESMA.PORÉM MEUS COLEGAS DE LUTA SE MANTERÃO FIRMES E FOI UNANIME A VOTAÇÃO PARA A CONTINUIDADE DA GREVE. QUERO DEIXAR REGISTRADO A MINHA INDIGNAÇÃO REFERENTE A VOCÊS QUE SE DIZEM REPRESENTANTES DA CATEGORIA DOS PROFESSORES. PARA MIM VOCÊS ESTÃO SENDO REPRESENTANTES DO GOVERNO DENTRO DA CATEGORIA. ESTOU MUITO DECEPCIONADA COM TODA ESTA POSTURA POR PARTE DE ALGUNS DO SINTE E AGORA EU ENTENDO PORQUE QUE ESTA GREVE NÃO ACONTECEU ANTES… INFELIZMENTE EXISTEM representantes e REPRESENTANTES. TAMBÉM FIQUEI TRISTE COM A POSTURA DE VOCÊS, QUE PASSAVAM EM FRENTE AO ACAMPAMENTO DOS PROFESSORES DA ALESC E NÃO FORAM CAPAZES DE PERGUNTAR SE ELES ESTAVAM PRECISANDO DE ALGO. QUEM LHES AJUDOU FOI OUTRO SINDICATO (QUE AGORA NÃO ME RECORDO O NOME). ACREDITO QUE DEPOIS DESTA GREVE , MUITA COISA TEM DE SER MUDADA A COMEÇAR PELOS REPRESENTANTES DO SINDICATO. TAMBÉM É A PRIMEIRA VEZ QUE PARTICIPO DE UMA GREVE E SABE POR QUÊ ? PORQUE AGORA É LEI O PISO NACIONAL NA CARREIRA. E EU COMO OS MEUS COLEGAS SÓ VAMOS SAIR DESTA LUTA QUANDO ESTIVERMOS COM O PISO NA CARREIRA, NEM QUE SEJA PARCELADO EM 10 , 20 OU 30 VEZES. SOU A PROFESSORA REGIANE DE JESUS VIEIRA, TRABALHO NA EEB MARCOS KONDER. FIRME NA LUTA ATÉ O FIM. PEÇO A DEUS DISCERNIMENTO E CORAGEM PARA TODOS OS PROFESSORES. FIQUEM COM DEUS… MOACIR VOCÊ PODERIA PUBLICAR ESTE MEU COMENTÁRIO, SE VOCÊ ACHAR CONVENIENTE É CLARO. OBRIGADA E FIQUE COM DEUS.



A inspiração
8 de julho de 2011

“Nem Che, nem Marx, nem Anita…
Minha inspiração são os cobradores e motoristas de ônibus..
Toda a manhã, quando pego o ônibus, invariavelmente às 6:15 hs da manhã, recebo uma leve reverência do motorista e do cobrador do meu ônibus, Forquilhinhas, da Viação Estrela. Eles sabem que sou professora. Me chamam de senhora professora. Confesso que fico orgulhosa, me sinto especial, quem não gosta de carinho e respeito? Estes profissionais, não sei o real grau de instrução dos dois (mas observo que o rapaz na roleta está sempre lendo um livro), conquistaram minha admiração. Mal ameaçaram entrar em greve, foi uma calamidade. O corre-corre deu-se em todas as áreas: afetaria o emprego de muitos, os estudos, o lazer, um caos. Todos os dias perguntava ao Danilo, sim, o menino que lê, se entrariam mesmo em greve, coincidentemente (ou não) quase junto conosco. Ele respondia, muito educado, que ainda não sabia, estavam decidindo. Não vi motoristas batendo em panelas, não vi cobradores acampados em frente a Secretaria de Transportes , não soube de marcha de trabalhadores dos transportes pela capital. O que conseguiram, de concreto, eu não sei. Mas conseguiram, tanto que nem entraram em greve. Não houve novela, não houve juiz , não houve humilhação.
Pergunto: por que os professores têm tanta dificuldade em conseguir melhorias salariais (falo só nas salariais para não perder o foco)?
Algumas possibilidades:
1. O patrão é mais acessível?
2. Transporte é mais importante que Educação?
3. Não temos razão em nossas reivindicações?
4. Dá pra ficar 50 dias sem escola mas não dá pra ficar 1 dia sem transporte?
5. Apesar de formados e especializados, professores experientes são mais fáceis de substituir do que motoristas experientes?
6. Preciso perguntar mais???????
Meus respeitos aos nobres motoristas e cobradores de Florianópolis, aos metalúrgicos paulistas, àqueles que inspiraram os trabalhadores deste país e nos fazem crer que movimentos legítimos serão, invariavelmente, atendidos.
Tatiana Parraga da Silva.”

“Que será de nossas crianças?” - 8 de julho de 2011

“Valoroso jornalista Moacir, que nos acompanha nessa longa jornada desde que iniciou essa greve: venho novamente ao teu email trazendo um texto diferente do Guerreiros Anônimos, que enviei da outra vez, mais triste e menos esperançoso: Que será de nossas crianças? Sou educadora e continuo em greve. Sabem por quê? Porque me sinto lesada por terem usurpado meus direitos. Eu tinha uma Lei Federal 11.738 que garantia o piso nacional do magistério que em seu art 6º cita o Plano de Carreira, eu tinha uma decisão do STF que diz que esse piso é vencimento básico, eu tinha um Plano de Carreira fundamentado na Lei Complementar 1.139. E nada disso valeu. Acatarão as decisões judiciais de devolução do pagamento? Não creio, nem se for o Supremo Tribunal Federal que decidir. Alguém aí lembra por que a greve começou? Pelo não cumprimento de uma decisão da própria Suprema Corte. Infelizmente alguns professores voltaram pras salas de aula: cansaram da luta, ficaram com pena das crianças, sentiram a tristeza do “modesto” salário descontado e do não ter recursos para honrar seus compromissos. Ou simplesmente mudaram de idéia e passaram a acreditar que o que pleiteavam era muito. Não os julgo, cada um sabe de seus poréns. Eu, porém, me sinto em um estado sem Leis e olha que elas existem, tenho medo de duvidar até disso um dia. Onde está a justiça se um governante pode fazer o que bem lhe convém? Acho que terei que esperar pela providência divina. Espero que Deus não viaje tanto, não use de tantos subterfúgios e tenha a Educação como uma de suas prioridades. O que mais me choca é saber que somos titulados de intransigentes porque ainda não voltamos para nossas escolas, amargando nossa humilhação. Dá dó dos alunos? Dá mesmo, mas ainda se tivermos que ensiná-los que só cumpre lei quem for subalterno, empregado, porque se for mandante, patrão não precisa. Eu prefiro continuar a luta, porque acredito na Educação e porque sei que ter os professores e alunos em sala de aula não é indicativo de qualidade. Precisamos de professores satisfeitos e motivados, alunos interessados, famílias participativas da vida escolar de seus filhos, estrutura física adequada, além de políticas públicas que garantam a real melhoria do ensino. Por favor, não desvirtuem o nosso movimento dizendo que é uma greve política, não sou filhada e nem simpatizante de nenhum partido político e o “P” que eu defendo é de “PROFESSOR”. Acredito que ainda haja no movimento muitos que pensam como eu. E se há pessoas que se aproveitam da situação a culpa não é nossa. Concluindo gostaria de lembrar à sociedade que ainda há crianças que sonham em ser professores, ontem mesmo minha prima de 8 anos me disse isso. Seguindo o conselho de Shakespeare, fiquei sem graça de responder-lhe “que os sonhos são bobagens e que não devemos acreditar neles” então lhe disse apenas que quem sabe até ela crescer seja dado aos professores o seu devido valor. Ou será que eu devia ter dito pra ela desistir da ideia? Maria Isabel Cordeiro Assistente Técnico-pedagógica E.E.F. Governador Lacerda.”

Diário da despedida - 8 de julho de 2011

“Bom dia, escrevo a todos vocês as últimas palavras, em mistura de pedido, despedida e tristeza, nosso acampamento foi retirado no dia 06/07 após a Assembleia Estadual da categoria (que veio até o nosso encontro, como a mãe que vem buscar o filho), desmontamos nosso acampamento, saímos lentamente após tantas despedidas entre colegas (principalmente os das horas mais difíceis), sai sem olhar para traz para não ver aquele espaço vazio onde foi a minha casa durante os últimos dias em um gesto pessoal de despedida enquanto outros colegas na rua cantavam o hino nacional brasileiro.
Não vou tentar aqui explicar o momento ou meus sentimentos, pois não seria capaz, mesmo com todas as palavras de expressar a milésima parte do sentimento. Quero lhes falar não das dificuldades e sofrimentos do acampamento, quero olhar na direção do futuro, após a tomada da decisão da continuidade da greve, (que me fez ficar com medo das suas consequências).
Contudo, revelou que grande parte da nossa categoria não está disposta a abrir mão de direitos conquistados em lutas históricas, frente ao dilema, entre o medo que me coagia a retroceder somado a preocupação com os educandos e a forte ansiedade que nos consome nos tempos difíceis da vida, mas era preciso olhar o todo, e percebi o que estava quase me escapando (cegado pelo meu medo), meus colegas não estão dispostos a recuar (grande parte ao menos não). A insatisfação não era de uma facção ou corrente dissonante, era de quase toda categoria estadual.
Será que o medo me venceu como a aqueles colegas que não aderiram a greve? (a resposta estava guardada exatamente no fundo do meu coração, nas lembranças das amizades dos colegas de acampamento) retroceder agora neste momento crucial era deixa-los sozinhos para lutar em meu lugar! Isso não posso admitir!
Minha regional (São Miguel do Oeste) optou por retroceder, por isso trouxe na mala além dos meus pertences o compromisso de atuar na reconstrução do movimento, e a partir de agora o grito que não irei deixar calar será “Levanta Oeste. Professor tua categoria precisa de você!”.
Poderia aqui citar inúmeros autores ou filósofos, mas escolho uma simples letra de música (Pedro Bial – Escreva sua História).
“Escreva a sua história na areia da praia, para que as ondas a levem através dos 7 mares. Até tornar-se lenda na boca de estrelas cadentes. Conte a sua história ao vento, cante aos mares para os muitos marujos; cujos olhos são faróis sujos e sem brilho. Escreva no asfalto com sangue, grite bem alto a sua história antes que ela seja varrida na manhã seguinte pelos garis. Abra seu peito em direção dos canhões, Suba nos tanques de Pequim, Derrube os muros de Berlim, Destrua as cátedras de Paris. Defenda a sua palavra, A vida não vale nada se você não viver uma boa história pra contar.”
Nenhum governo tem direito de retirar o sonho e os direitos legítimos de uma categoria em troca de promessas futuras para devolve-los em forma parcelada, e ainda querer nos fazer acreditar que tivemos avanços, chega quem aceita a mentira também é responsável pela corrupção, violência e desestruturação da educação pública, pois tornou-se conivente com aquele que mente e engana o povo, este estigma não vou carregar comigo, basta de mentiras, falácias e subterfúgios a hora é agora.
Por isso para finalizar eu troco meus medos e a tristeza que sinto neste momento pelos riscos de continuar a luta, por isso, vou gritar para meus colegas “Levanta Oeste. Professor tua categoria precisa de você!”. Professor Cesar Luiz Theis.

As opiniões dos estudantes tuiteiros - 7 de julho de 2011

“Sou Marina Mendonça, estudante do Instituto Estadual de Educação e entendo a posição dos professores em buscar um salário mais digno. Mas os professores também devem respeitar os alunos e voltarem as aulas. O que eu vi nos últimos dias é que o Governo tem avançado nas negociações e quer formar um grupo para melhorar a carreira dos professores. Por que não aceitar as conquistas, continuar negociando com o Governo mas voltar para a sala de aula? E quem vai fazer vestibular no final do ano? Como que vai concorrer em uma universidade pública se essa greve continuar?
-
Sabendo que você tem aberto o canal de comunicação para todos os envolvidos nessa greve, solicito a publicação de alguns comentários retirados do twitter de estudantes e pais que tem o mesmo pensamento.
karinaJohanna karina johanna.
se os professores realmente se importassem com o conteudo, ja teriam voltado as salas de aula #grevesc
luankramer Luan Felipe Kramer
agora professores e governo: vocês irão fazer o vestibular por mim? #grevesc
michy_souza ♡ Michely ♡
Os professores merecem salários dignos, assim, como os alunos merecem estar na sala de aula! #grevesc
ebendlin Emerson Bendlin
#grevesc – Já esta na hora de acabar com a greve do professores, é nitido que agora é só greve política contra o governador Colombo.
francieleschmit franciele schmitt
Vamo acabar com a bosta dessa greve? #greveSC
michy_souza ♡ Michely ♡
Absurdoooo… essa greve dos professores que dura 50 dias… e como ficam os alunos? #grevesc
marblyo Marblyo Rebelo
Bullying. RT: @aovivodc Professor defende a suspensão da greve e é vaiado #grevesc
_nathypetraglia Nathália Petraglia.
Se alguns professeres querem continuar a greve e outros não. Os que querem final da greve já vão repondo as aulas. #grevesc
michy_souza ♡ Michely ♡
Todos tem direito a lutar pelos seus direitos sim, mas até onde não prejudica ninguém… #grevesc
edubisotto Eduardo Bisotto
É hora de @RaimundoColombo dar a volta por cima. Pedindo ilegalidade da greve e contratando novos prof. pro lugar dos baderneiros.
paulameneguzzi Paula Meneguzzi
@LucasSchewinsk Com certeza…Chega de greve..Os professores estão de brincadeira. Eu acho que o @raimundocolombo tem que dar um basta nisso
rovedacris Cris Roveda
@visordiario @sintesc perdeu o controle a muito tempo. Não deviam ter feito essa assembleia e sim respeitar a maioria das regionais.
marciabina Márcia Bina
Eu até acho q professor ganha pouco no Brasill, mas acho q 50 dias de greve é ñ pensar nos estudantes nem um pouco. #GreveSC
leetischmidt Letiéli☺
Onde é que fica o #DIREITO_A_EDUCAÇÃO nisso tudo minha gente? Essa #GreveSC está prejudicando e desrespeitando de mais os alunos !
_Marcelo_FFC Marcelo da Silveira
tambem quero fazer greve e receber meu salario #greveSC
vanzadj Marcos Vanzin
@RaimundoColombo Em Xanxerê os professores estão de parabéns. Sensatos ao decidir que retomarão amanhã as aulas nos 13 colégios estaduais.
Gabidosanjos_ Gabi dos Anjos
@RaimundoColombo Porfavor governador,tome alguma atitude,eu sou aluna e estou endo prejudicada com a greve..
OFPCarvalho CarvalhoOM
@RaimundoColombo esses caras querem sacanear mesmo Governador, quero ver depois se a reposição das aulas serão feitas de forma “honesta”

marlonreiter SUL MEU PAÍS
@
@RaimundoColombo com certeza governador,os mais prejudicados nisso tudo são os alunos, interesses PoliTicos estão acima de tudo para eles.”

Resposta aos tuiteiros - 7 de julho de 2011

“Caro Moacir, obrigado pelo espaço e pela oportunidade. A sociedade ganha porque consegue ver as diversas faces ideológicas que são expressadas nos comentários e depoimentos, permitindo conhecer melhor os profissionais da imprensa, os professores, o sindicato e o governo.

Vejam só como estão as coisas:
quando existem aulas os professores são os culpados pela falta de qualidade do ensino e da aprendizagem e por isso os alunos não conseguem passar no vestibular;
quando estamos em greve os mesmos alunos acusam os professores por não terem aula e por isso dizem que não são aprovados no vestibular.
E, meus caros alunos, vocês sabiam que um professor para ganhar um salário de aproximadamente R$ 2.500,00 precisa trabalhar no mínimo 12 horas por dia e ainda preparar as aulas em casa nos finais de semana?
Voces acham isso justo? Mesmo o professor mais idealista, o que mais trabalha por amor a camisa, consegue ter uma vida decente, desta forma.
A maioria dos professores, para melhorar suas condições financeiras trabalha tanto em escolas do estado, em escolas municipais e ainda muitos em escolas particulares.
Isso é desumano para quem precisa estar constantemente investindo em aperfeiçoamento e em qualificação, além de trabalhar.
Então caros alunos, neste momento estamos tentando melhorar isso, melhora essa que nos foi garantida pela lei federal do piso salarial e que o governador anterior e o atual não querem cumprir.
Como ficamos se abaixarmos a cabeça e voltamos?
Os avanços que o governo diz ter feito nas propostas, não são avanços, são substitutivos que tentam compensar um valor rebaixado por outro. Para tanto o governo diminuiu a regência classe de 40 para 25% e de 25 para 17% e na última proposta mudou estes índices de 17 para 20% e de 25 para 30%. Isso não é avanço. Avanço seria, por exemplo, se fossem mantidos os índices da regência de classe, conquistadas anteriormente, 25 e 40%, e talvez fosse parcelado o pagamento do aumento do salário anterior com relação ao piso previsto pela lei federal.
A diminuição dos índices da regência de classe é uma atitude irresponsável, pois inúmeras ações judiciais poderão soloicitar a sua reposição gerando multas pesadas e juros, o que irá onerar o tesouro do estado e os bolsos dos contribuintes lá adiante, quando as ações forem julgadas procedentes.
Estas ações poderiam ser evitadas, como os dias em que os professores estão em greve também poderiam ser evitados, se antes de fazer propostas que escondem segundas intenções, o governo de fato analisasse a situação e apresentasse uma porposta decente, que atendesse os professores e aos limites orçamentários do governo.
No entanto o governo quis matar inúmeros coelhos de uma cajada só, como: desestabilizar o sinte, desmoralizar os professores, quebrar o plano de carreira dos professores e ainda continuar a desviar recursos do Fundeb para outras áreas.
Meus prezados alunos, estudem, mesmo enquanto os professores precisam ficar parados para lutar por seus direitos, pelos direitos de cada aluno e pelo direito dos pais. Lutar para que possamos no futuro ter uma escola pública de altíssima qualidade, e que possa fazer do cidadão de amanhã um cidadão mais crítico e mais presente na fiscalização das ações do governo. Do jeito que está o professor sequer tem tempo para o seu lazer quanto mais para ficar atento aos desmandos dos políticos.
Roberto Baron, Guabiruba SC.”




Lucimara Martins Barzan diz:
5 de julho de 2011 às 1:18 pm

RECEBI ESSE EMAIL E RESOVI POSTA-LO..
POIS É EXATAMENTE O QUE PENSEI NA HORA…
E O CARA CONTINUA SORRIDENTE AINDA…
NÃO QUE DEVERIA ESTAR CHORANDO, POIS LAGRIMAS DE CROCODILO NÃO QUEREMOS.
MAS ELE DISSER QUE PROFESSORESVOLTARAM…..ONDE? QUANDO?
PARABENS CACAU PELA SUA BELISSÍMA ENTREVISTA….
PARABENS POR FALAR QUE SE A GRVE CONTINUAR A IMPRENSA VAI FICA EM CIMA, VAI TOMAR OUTRO RUMO(ISSO EU QUERO VER)
AS VEZES PENSO..
MEU DEUS, NÃO TEM NINGUEM NESSE MUNDO QUE FAÇA ALGUMA COISA POR NÓS PROFESSORES..
ESSE GOVERNADOR QUER SER O DONO DO MUNDO..
SIM EXIXTE ALGUEM.
ESSE ALGUEM É DEUS,,,DEUS…
QUE TUDO PODE E TUDO VE…

Governador foi para o jornal do almoço e ameaçou que vai substituir os professores grevistas.

Essa eu quero ver, outro professor no nosso lugar que piada.

Só se vir com seguranças, mas mesmo assim convido todos os meus alunos a não entrarem na escola.

E muita cara de pau deste governador.

DIFICIL É SER AMIGO PARA TODAS AS HORAS E DIZER A VERDADE QUANDO FOR PRECISO.
FÁCIL É ANALISAR A SITUAÇÃO ALHEIA E PODER ACONSELHAR SOBRE A MESMA.
DIFÍCIL É VIVENCIAR ESTA SITUAÇÃO E SABER O QUE FAZER.
FÁCIL É DEMONSTRAR RAIVA E IMPACIENCIA QUANDO ALGO O DEIXA IRRITADO…
DEFÍCIL É EXPRESSAR O SEU AMOR A ALGUÉM QUE REALMENTE O CONHECE..
FÁCIL É VIVER SEM TER QUE SE PREOCUPAR COM A AMANHÃ…
DIFÍCIL É QUESTIONAR E ETENTAR MELHORAR SUAS ATITUDES IMPULSIVAS E ÁS VEZES IMPETUOSAS, A CADA DIA QUE PASSA.
FÁCIL É MENTIR AOS QUATROS VENTOS O QUE TENTAMOS CAMUFLAR..
DIFÍCIL É MENTIR PARA NOSSO CORAÇÃO(trecho extraido do livro agape)


ESSE GOVERNO NÃO CONFIA NOS PROFESSORES,,,,
ESTA ACHANDO QUE SOMOS OTARIOS, BURROS….
NESSA GREVE PERDI MAIS QUE GANHEI…
PORQUE NÓS VAMOS CONFIAR NELE QUE NOS IRÁ PAGAR EM 2012?
GRUPO DE ESTUDOS…..(PALHAÇADA)
PROFESSORES NÃO RECUEM..
A HORA E AGORA…
SE OS POLICIAIS, SAUDE VÃO ENTRAR EM GREVE ..PROBLEMA DO GOVERNADOR..
ISSO É BOM ACONTECER PARA AQUELES QUE ACHAM QUE PROFESSORES SÃO VADIOS, PERCEBEREM COMO ESTA A SITUAÇÃO EM S/C…

O PISO É LEI,,,COLOMBO TEM QUE NOS PAGAR…
ESSE GOVERNADOR TEM QUE CEDER, POIS ELE NÃO É BOBO…
SE RECUARMOS AGORA , PODEM ESQUECER QUE ELE VAI LEVAR EM BANHO MARIA ATÉ A PROXIMA ELEIÇÃO PRA GOVERNADOR…
SE FICAMOS ATÉ AGORA..VAMOS ATÉ O FINAL.
PENSO NAS CRIANÇAS.
MAS PENSAMOS EM NÓS PROFESSORES QUE ENFRETAMS CHUVA, FOME, SEM DINHEIRO PRA PASTEIS, PIPOCA NA FACULDADE.
E NAS PÓS..
SEXTA A NOITE E SABADO O DIA TODO…..
PROFESSORES , PROTETORES..GENTE DO MEU PAIS..
EU QUERIA , COMO EU QUERIA
GRITAR AO MUNDO QUE SOU FELIZ POR SER PROFESSOR..
MAS NÃO CONSIGO…
POIS O SALÁRIO QUE GANHO NÃO ME PERMITE ..
NESSE MOMENTO PENSO NOS MEUS PAIS, MEU MARIDO E FILHOS QUE NOS 4ANOS DE FACULDAE E MAIS 2 ANOS DE PÓS, DEIXEI EM CASA SEM A MINHA PRESENÇA..
E JUSTAMENTE COM A MINHA MÃE NA UTI, FUI PRA ESCOLA…
E LÁ FORAM ME BUSCAR PELO SEU FALECIMENTO..
DEIXEI ELA …NA TI E FUI PARA A FACULDADE, POIS ELA DISSE PRA MIM IR, E FICAVA PREOCUPADA COMQUEM EU TINHA DEIXADO AS CRIANÇAS..
QUE PENA MÃE, DE NADA VALEU A PENA….

MOACIR UM GRANDE ABRAÇO E OBRIGADA, POR NOS DAR OPORTUNIDADES PARA DESABAFOS…
E COLEGAS..PENSEM BEM…
NÃO VOLTEMMM
A LUTA CONTINUA…
NÃO VAMOS NOS DEIXAR VENCER POR ESSAS PESSOAS QUE NÃO ESTÃO NEM AI…
ME DEU NOJO DE VER O COLOMBO NO JORNAL DO ALMOÇO…
COMO DIZ A AMIGA ADRIANA.

SÓ NÃO QUEBREI A TELEVISÃO , PORQUE DEOIS NÃO TENHO DINHEIRO PRA COMPRAR OUTRA.RSRSRRSRSRSSR - URUSSANGA SC 95% EM GREVE




“Educação vai ganhar”
2 de julho de 2011

”Durante o tempo em que estou entre os professores, ouço alegações que o governo do Estado vem forçando para que eles voltem para as salas de aula, agora entendemos porque muitas escolas retornaram aos trabalhos.

Pelo que percebo estes bravos professores não irão se intimidar, com tais ameaças que o Governo impõe sobre o Magistério. Pois, eles estão muito organizados e compreendem a importância do movimento.

Algumas cidades por onde o Governador e seus Secretários passam, tentam negociar mas, não conseguem obter êxito. Estas investidas acabam fortalecendo o movimento grevista, pois, são consideradas pela categoria uma afronta.

Sinto orgulho dos meus professores, cada vez mais eles se organizam e mobilizam, tenho a impressão que as ameaças do Governo Estadual acabam por fortalecer ainda o posicionamento dos grevistas.

Infelizmente na unidade escolar que estudo “E.E.B. Santos Dumont”, onde estudo, os professores voltaram para as salas de , devido a prática totalitária da direção da escola mas, saibam que ainda existem 06 professores que ainda permanecem em greve.

Durante esta greve acredito que a Educação em Santa Catarina terá um grande ganho, eu e demais catarinenses esperamos que o Governo apresente logo uma proposta viável aos professores.

Denner William Ovidio – Estudante.”

“Indiguinação”
2 de julho de 2011

A palavra certa é INDIGNAÇÃO”, claro! Mas a professora Eroni Martins, de Santa Rosa do Sul, envia esta magnífica contribuição, de autor desconhecido, com o título “INDIGUINAÇÃO”. O texto é longo, mas merece reflexão. Segue mensagem “Aprendizado”, extraída do “you tube”, por ela enviada.

“INDIGUINAÇÃO”

Diz uma história que numa cidade apareceu um circo, e que entre seus artistas havia um palhaço com o poder de divertir, sem medida, todas as pessoas da platéia e o riso era tão bom, tão profundo e natural que se tornou terapêutico.

Todos os que padeciam de tristezas agudas ou crônicas eram indicados pelo médico do lugar para que assistissem ao tal artista que possuía o dom de eliminar angústias.

Um dia, porém, um morador desconhecido, tomado de profunda depressão, procurou o doutor.

O médico então, sem relutar, indicou o circo como o lugar de cura de todos os males daquela natureza, de abrandamento de todas as dores da alma, de iluminação de todos os cantos escuros do nosso jeito perdido de ser.

O homem nada disse, levantou-se, caminhou em direção à porta, e quando já estava saindo, virou-se, olhou o médico nos olhos, e sentenciou:

“não posso procurar o circo… aí está o meu problema : eu sou o palhaço”.

Como professor, vejo que, às vezes, sou esse palhaço, alguém que trabalha para construir os outros e não vê resultado muito claro daquilo que faz.

Digo isso, até em tom de desabafo, porque vejo que cada dia mais meus alunos se gabam de desonestidades.

Os que passam os outros para trás são heróis e os que protestam são otários, idiotas ou excluídos, é uma total inversão dos valores.

Vejo que alguns professores partilham das mesmas idéias, e as defendem em sala de aula e na sala de professores e se vangloriam disso.

Essa idéia vem me assustando cada vez mais, desde que repreendi, numa conversa com alunos, o comportamento do cantor Zeca Pagodinho, no episódio da guerra das cervejas e quase todos disseram que o cantor estava certo, tontos foram os que confiaram nele.

“O importante professor é que o cara embolsou milhões”, disse-me um; outro: “daqui a pouco ninguém lembra mais, no Brasil é assim, e ele vai continuar sendo o Zeca, só que um pouco mais rico”, todos se entreolharam e riram, só eu, bobo que sou, fiquei sem graça.

O pior é quando a gente se dá conta de que no Brasil é assim mesmo, o que vale é a lei de Gérson: “o importante é levar vantagem em tudo”.

(Lei de Gérson… dá para rir…)

A pergunta é: Sem trabalho produtivo é possível, usando a lógica, que todo mundo ganhe ? Sem o trabalho honesto, para alguém ganhar é óbvio que alguém deverá perder.

A lógica é guardar o troco a mais recebido no caixa do supermercado;

é enrolar a aula fingindo que a matéria está sendo dada;

é fingir que a apostila está aberta na matéria dada, mas usá-la como apoio enquanto se joga forca, batalha naval ou jogo da velha;

é cortar a fila do cinema ou da entrada do show;

é dizer que leu o livro, quando ficou só no resumo ou na conversa com quem leu;

é marcar só o gabarito na prova em branco, copiado do vizinho, alegando que fez as contas de cabeça;

é comprar na feira uma dúzia de quinze laranjas;

é bater num carro parado e sair rápido antes que alguém perceba;

é brigar para baixar o preço mínimo das refeições nos restaurantes universitários, para sobrar mais dinheiro para a cerveja da tarde;

é arrancar as páginas ou escrever nos livros das bibliotecas públicas;

é arrancar placas de trânsito e colocá-las de enfeite no quarto;

é trocar o voto por empregos, pares de sapato ou cestas básicas;

é fraudar propaganda política mostrando realizações que nunca foram feitas.



Essa é a lógica da perpetuação da burrice.

Quando um país perde, todo mundo perde.

E não adianta pensar que logo bateremos no fundo do poço, porque o poço não tem fundo.

Parafraseando Schopenhauer: “Não há nada tão desgraçado na vida da gente que ainda não possa ficar pior”.

Se os desonestos brasileiros voassem, nós nunca veríamos o sol.

Felizmente há os descontentes, os lutadores, os sonhadores, os que querem manter o sol aceso, brilhando e no alto.

A luz é, e sempre foi, a metáfora da inteligência.

No entanto, de nada adianta o conhecimento sem o caráter.

Que nas escolas seja tão importante ensinar Literatura, Matemática ou História quanto decência, senso de coletividade, coleguismo e respeito por si e pelos outros.

Acho que o mundo (e, sobretudo, o Brasil) precisa mais de gente honesta do que dos pseudo literatos, historiadores ou matemáticos.

Ou o Brasil encontra e defende esses valores e abomina Zecas, Gérsons, e todos os marketeiros que chamam desonestidades flagrantes de espertezas técnicas, ou o Brasil passa de país do futuro para país do só furo.

De um Presidente da República espera-se mais do que choro e condecoração a garis honestos, espera-se honestidade em forma de trabalho e transparência.

De professores, espera-se mais que discurso de bons modos, espera-se que mereçam o salário que ganham (pouco ou muito) ministrando a honestidade.

A honestidade não precisa de propaganda, nem de homenagens, precisa de exemplos.

Quem plantar joio, jamais colherá trigo.

Quando reflexões assim são feitas, cada um de nós se sente o palhaço perdido no palco das ilusões.

A gente se sente vendendo o que não pode viver, não porque não mereça, mas porque não há ambiente para isso.

Quando seria de se esperar uma vaia coletiva pelo tombo, pelo golpe dado na decência, na coerência, na credibilidade, no senso de respeito, vemos a população em coro delirante gritando “bis” e, como todos sabemos, um bis não se despreza.

Então, uma pirueta, duas piruetas, bravo ! bravo ! E vamos todos rindo e afinando o coro do “se eu livrar a minha cara o resto que se dane”.

Enquanto isso, o Brasil de irmã Dulce, de Manuel Bandeira, do Betinho, de Clarice Lispector, de Chiquinha Gonzaga e de muitos outros heróis anônimos que diminuíram a dor desse país com a sua obra, levanta-se, caminha em silêncio até a porta, vira-se e diz:

“Esse é o problema… eu sou o palhaço”


O Valor do Trabalho
2 de julho de 2011

De Valtecir Marion,via e-mail:
“A sociedade capitalista em que vivemos instituiu um valor para o trabalho. Para o trabalho braçal valor “x” e para o trabalho intelectual valor “x ao quadrado”. Segundo Adam Smith, “cada homem vive do seu trabalho, e o salário que recebe deve pelo menos ser suficiente para o manter. Muitas ocasiões esse salário deve até ser um pouco mais alto; se não, ser-lhe-ia impossível constituir família, e a raça desses humanos não passaria da primeira geração (…) Os trabalhadores, devem ganhar pelo menos o dobro daquilo de que necessitam para sua própria subsistência, a fim de que, quando se juntam dois trabalhadores de sexos diferentes, possam dar à luz e sustentar pelo menos duas crianças”.

Nós professores da rede estadual de ensino de Santa Catarina estamos em greve já 44 dias. Nosso salário é o mínimo do mínimo para sobreviver. Sustentar uma família com todas as exigências mínimas da sociedade capitalista com salário de professor hoje é utopia. Portanto, ser Professor é uma profissão belíssima e lutar pela implantação do Piso Salarial Nacional, na carreira profissional que temos, é uma questão de dignidade. Pobre de espírito aquele que não luta.

O dobro do salário, que Smith fala, e que, o professor tem direito de receber amparado por LEI, o governo de SC nega e nem se propõe a parcelar a implantação do Piso na carreira.

O salário do professor é tão mínimo que nem é possível oxigenar o espírito com lazer pedagógico. Do mesmo modo que na antiga sociedade greco-romana, os prazeres do espírito ficavam reservados à elite, hoje, em Santa Catarina acontece o mesmo. O governo catarinense anuncia aos quatro ventos através dos meios de comunicação que Santa Catarina é um Estado Rico; possui uma beleza natural que enche os olhos e convida para o passeio que, além do prazer, instrui profissionalmente.

Falando em sala de aula com meus alunos sobre as diferentes regiões e culturas do Estado de Santa Catarina através de vídeos e pesquisas pela internet, no final da aula, os alunos comentaram: que aula legal, principalmente o aspecto da região serrana, o da festa do pinhão; naquele momento um aluno (Alisson) me perguntou: – professor você já visitou essas belezas catarinenses? pois você fala com tanta ênfase, que dá água na boca! Não deu tempo de abrir a fala e, outra aluna (Aline) respondeu: – Alisson, ele é professor, como ele vai a uma festa (do pinhão) fora de Joinville? Precisa de dinheiro! Levei na esportiva e ouve a maior risada de toda turma. No final de semana passada, senti na pele a resposta da aluna. Fui convidado por um casal de amigos para fazer um passeio pela Serra Catarinense. Precisei recusar por dois motivos: 1- meu salário de professor não permite, ou que me programe pelo menos 6 anos antes e, o pior; 2- o governo Colombo descontou 80% do meu salário. Além do que, o governo anuncia o roubo de percentuais de minha regência e da aula excedente.

Diante disso, como oxigenar o espírito e prepara ótimas aulas com próprios recursos? Se o nosso trabalho intelectual, atualmente braçal, está resumido em um palito de giz e quadro negro (verde)?

Para poder sobrevir e, talvez em 6 anos, se programar, e passear pela serra catarinense, precisamos trabalhar 60 horas fechas por semana. Assim, segundo Octavio Paz, “à medida que a esfera do trabalho se alarga, a do sorriso diminui”. Como então, melhorar a qualidade do ensino?

A construção do conhecimento está relacionado ao fazer ou à relação fundamental do homem com a natureza, que se expressa fundamentalmente pelo ato de produzir. É justamente enquanto ser produtor que o homem é ser cognoscente. Produzir conhecimento, corresponde a fazer, a agir, a transformar. Fora disso, há uma inversão social: o capital, que é coisa, tornando-se sujeito; e o sujeito, a pessoa humana, tornando-se coisa. O verdadeiro conhecimento e a verdadeira libertação está na mudança da maneira de atuar, de agir, libertando-nos da miséria, e que não basta só compreender a realidade, mas transformá-la.

A transformação da realidade se dá através da práxis como elemento instituinte, que se traduz na ação do homem sobre a matéria e através da práxis a criação de uma nova realidade humanizada (“cuidar das pessoas” – COLOMBO). Assim, a realidade social não é fruto da espontaneidade ou do endelevo mental, mas é fruto da práxis constituinte da ação do homem na História. Por isso estamos em greve, uma greve Histórica do Magistério da Bela Santa Catarina.

DEIXO INICIALMENTE A PERGUNTA ONDE ESTÁ O REPRESENTANTE QUE VOCÊ AJUDOU A ELEGER? (lembra dele!?! Aquele que pediu o seu voto e fez tantas promessas fantásticas)
As falácias e discursos do governo de Santa Catarina no que diz respeito a educação pública se dissipam a medida que o tempo passa e a mobilização do magistério estende-se.
Me pergunto quando foi que nos acostumamos com tamanha hipocrisia dos discursos políticos?
Quando passamos a aceitar que a corrupção, desvios e acordos político-ideológicos podem ser postos como mais importantes que o bem da sociedade?
Em que momento nossa indignação tornou-se mera aceitação?
O orçamento tornou-se mais importante que o futuro das crianças e jovens catarinenses?
Percebo que a forma como conduzimos as ações do presente determinará o futuro, mas é evidente a discrepância entre o que o povo espera e o que o governo lhe oferece, me pergunto quanto tempo levará para começarmos a pagar a conta desta omissão social?
Compreendo que quando uma sociedade que limita seus investimentos na educação de crianças e jovens, está assumindo que os terá de fazê-los na recuperação de dependentes químicos, infratores, vítimas de acidentes, etc.
Será que a conta está conta não será paga com a nossa própria vida, vítimas de um tiro disparado de uma arma empunhada por uma criança ou jovem marginalizado pelo sistema. Ou ainda vítimas de descuido médico (de uma receita mal escrita), isso se a morte não for ainda na fila de espera.
A educação não é tão somente para se conseguir um emprego, mas é a base da sociedade em que temos de viver (ou sobreviver).
Será que poderemos orçar os valores das vidas que perderemos, ou mesmo da nossa própria vida? Será que podemos orçar o valor do futuro?
O governo esbanja justificativas e explicações economiza em ações concretas, emprega uma política de indiferença para ganhar tempo e obrigar a categoria do magistério a recuar, vincula falácias na mídia, retalha a folha de pagamento, promove uma campanha sistemática para desacreditar os professores.
Cuidado você também pode estar sendo manipulado!
Quer ver a verdade, vá até a sede da Secretaria de Estado da Educação de SC ou do Palácio Barriga Verde, veja com seus próprios olhos, a dicotomia entre o discurso político sobre educação e a realidade.
As pessoas acampadas não o fazem somente por serem professores, são acima de tudo mães e pais de família que trabalham para manter lares e educar seus filhos. Não estão pedindo votos, vivendo do dinheiro público, permanecem em livre e espontânea vontade em ação de luta para que seus direitos sejam respeitados, mantendo a fé na justiça, na lei e apostando na consciência da sociedade.
Professor César Luis Theis

Rádio Piso Cultural - A HISTÓRIA DO COLOMBOMAU
9 de julho de 2011

O grupo de professores que acambou na Secretaria da Educação demonstrou criatividade em várias atividades. Chegou a montar a Rádio Sem Piso Mais FM,com várias atividades educativas, politicas e até literárias. Uma delas chega por e-mail para publicação. Segue:

“Momento Literário na SED (caro Moacir, essa é uma das histórias que narrávamos na rádio Sem Piso Mais FM na sede! Peço que publique, pois alguns colegas do estado pediram cópia, e não tenho o endereço de todos, então faço uso deste canal de comunicação)

“Certa vez, na madrugada do dia 3 (só pra rimar) Colombomau chegou ao acampamento dos professores na Secretaria da Educação e, vendo que os mesmo não haviam acatado sua ordem de “limpar o trecho” e voltar pra sala de aula, irritou-se e gritou bem alto: “Levantem suas barracas e voltem imediatamente para suas cidades e para suas escolas!” Vendo que os professores não obedeciam, ameaçou: “Se vocês não forem agora, eu vou soprar, soprar e seu acampamento irei arrasar!” Diante da negativa, Colombomau encheu seus pulmões com muita indiferença, desprezo, prepotência, e, é claro, maldade, e soprou ferozmente. A força de seu sopro gelado foi tão grande que as barracas começaram a balançar com violência, algumas não resistiram e foram arrancadas do chão, uma tenda ficou totalmente destruída, professores corriam de um lado ao outro, desesperados, perdidos, atônitos… Vendo todo aquele caos na educação, Colombomau sorriu e saiu cantando: “Sou Colombomau, mau, mau, sou Colombomau, mau, mau e pego os professores pra fazer p***(censurado, afinal isso é uma fábula)!” No caminho, o nosso algoz, como estava de pirraça, havia assistido a seu programa global de humor na Educação favorito “Zorra Total”, resolveu sacanear mais um pouco! Passou nas casas dos três “pouquinhos”. E a história a gente já conhece. A primeira foi a de palha. Colombomau gritou: “Abra a porta que eu quero me apossar de mais alguma coisa, pois ainda não estou contente!” Sem dar chance para uma real negociação, Colombomau vendo que o porquinho não cedia encheu seus pulmões e soprou com violência. Coitada daquela casa! Feita com palhas, bonita, mas frágil, sem piso, apenas chão batido! Foi totalmente destruída. Colombomau correu então para a segunda casa e a “apelação” se repetiu. Com a recusa, agora também do 2o porquinho, o nosso tirano da Educação encheu os pulmões de ar e soprou com violentamente. Tadinha daquela pobre casa de madeira, sem mata juntas, sem um piso adequado! Veio abaixo! Colombomau, que estava cada vez mais satisfeito, correu para a terceira casa. No entanto, ele se deparou com um problemão! Pois aquela casa não era como as outras. Não era simples, era bem forte, feita de concreto, reboco grosso, janelas blindadas, PISO de primeira qualidade, contra-piso lageano, um luxo! Os três porquinhos eram só gargalhadas vendo o coitadinho do Colombomau a soprar, soprar, até se esvair sem fôlego! Seria aquela a derrota do Colombomau e de toda sua tirania? Seria a classe daqueles porquinhos, tão unida, a vencedora? Pois é, não foi dessa vez minha gente! Pois Colombomau teve uma idéia audaciosa (pela chaminé ele já conhecia o resultado). Ligou para seus comparsas “Marco Barraldi (barrando a educação) e Dudinha Atrásdobaldi” e ordenou que abrissem uma licitação em regime de urgência urgentíssima. Contratou uma empresa de demolição e arrasou aquela casa de material que virou poeira, o piso ficou em caquinhos muito pequenininhos. Colombomau que realmente estava acima de tudo e de todos (inclusive da lei) saiu cantarolando. E os porquinhos? Sairam correndo e encontraram refúgio no acampamento dos professores na SED, onde foram bem recebidos. Afinal, lá as pessoas estavam sempre em primeiro lugar! FIM!”


“Do oeste e do litoral”
9 de julho de 2011

“Nenhuma imagem é tão significativa, neste momento, quanto às lembranças de uma professora, que recentemente se aposentou aqui no Instituto Estadual de Educação, e que em conversas em grupo ou individual nos falava dos vários momentos de sua vida e, em especial, das greves que participou.
Não foram poucas e não foram simples. 33 anos de magistério ela tinha e, portanto, imaginem quantos governos ela não passou: De Pedro Ivo passando por Paulo Afonso até chegar ao Luiz Henrique, época em que se aposentou. E, agora aposentada, enfrenta a do Senhor Colombo.
Mas, não quero ser prolixo, me dirijo aos professores do oeste (brincamos aqui dizendo “do velho oeste”, fazendo uma alusão, óbvio, aos corajosos dos filmes de Western) porque está professora ao qual me referi é daí e participou, coordenou muitas greves da região e viveu grande parte desta história que relatei nas cidades desta região. Especialmente São Miguel do Oeste.
Dizia-me ela: “Percorria todas àquelas cidades: São Miguel, Chapecó, Concórdia, Maravilha, Xanxerê etc. muitas vezes peitando diretor e coordenador regional pra manter a greve!”
E dizia de uma forma contagiosa. Cheia de orgulho. Repleta de saudosismo!
E eu perguntava: Era difícil naquela época?
“Se era difícil? _ respondia ela _ Era quase que insuportável. Havia o coronelismo, perseguições, ameaças! Alguns professores passaram fome por corte de salário, continuava ela, pedíamos comida de vizinhos, comerciantes e levávamos na casa do professor. Emprestávamos dinheiro, fazíamos rifas, todos se ajudavam!”
E assim eram as nossas conversa e quanto mais ela falava mais ela se empolgava e se não fosse o tempo ela provavelmente não pararia de falar. O mais engraçado é que, apesar de parecer algo chato de se ouvir, não era essa a sensação que tanto eu, assim como outros, tínhamos. Vivíamos aquela história como se também estivéssemos participando dela. E quando estourou a greve no governo de Luiz Henrique, eu, um professor sem experiência em greve, não me senti inexperiente. Aguçado pelos relatos dela, senti-me reconfortado como se tivesse vivido e experimentado todas aquelas greves. E fiz discursos e alimentei a força da luta como um velho mestre.
Meu relato chega ao dia 6 de julho de 2011 e aqui, evidentemente, é o ponto onde eu queria chegar. Nesta data, já ao amanhecer, havia uma energia diferente no ar. Naquele momento angustiado que estava ao me deparar com a rua senti-me, no mínimo, diferente. Alguma coisa me dizia que a assembléia não iria se deixar enganar. E assim foi. Mas, apesar de toda energia e emoção, uma coisa em particular, já na assembléia, nos chamou a atenção: Certo vazio. Certa quebra. Um hiato! E não fui eu, mas um entre nós que disse ao ser perguntado sobre um espaço vazio na arquibancada:
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com A e o B Amor e Bondade posso escrever
C de muita Coragem
D Ele é Divino,não há outro,podes crer!
E de Emanuel
F de Fidelidade
G de Grande Guerreiro
H de Humildade
I de Ir pro céu
J só pode ser Jesus
e o L sua Luz que reluz
M de Messias Maravilhoso
N "Não temerei jamais"
O Obrigado
P meu Príncipe da Paz
Q de Quero estar com você
R de Rabi,Rei Real
S Salvador
T Triunfal
U Ungido por teu amor
V de "mais que Vencedor"
X Xô tristeza,eu vou gritar
Z Zelar pelo Teu nome
pra sempre Te adorar
com o ABC a Jesus posso louvar
com o ABC você também vai aprender
ABC...Z

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